Nos dias 20 e 21 de março de 2026, o Educativo Flip realizou, no Memorial do Paço, a oficina “Narrar o território – comunicação e criação na FlipZona”, voltada a jovens de 14 a 24 anos de Paraty. A atividade propôs uma imersão em práticas de comunicação e criação, incentivando os participantes a olhar para o território a partir de suas próprias experiências e percepções.

Ao longo de dois dias, os jovens participaram de saídas fotográficas pelo entorno do Centro Histórico, exercitando um olhar atento e sensível sobre a cidade. A proposta foi desacelerar o registro automático e experimentar a observação antes da imagem — percebendo detalhes, relações e atmosferas do território antes de fotografar.

A oficina foi conduzida por Juliana Gola, Luís Filipe Pôrto e Gabriel Tye, que orientaram os participantes em diferentes linguagens, como fotografia, escrita e audiovisual; com participação online do designer Darkon Roque. 

Após as saídas, os jovens foram convidados a transformar seus registros em narrativas, por meio de microtextos e um vídeo curto que expressassem seus olhares sobre si mesmo e a relação com Paraty.

Embora muitos participantes tenham demonstrado timidez para compartilhar seus textos em voz alta, a produção revelou reflexões potentes e sensíveis sobre o território, evidenciando o vínculo entre juventude, memória e pertencimento.

No segundo dia, os participantes também tiveram contato com noções de edição de vídeo, ainda que o grupo tenha demonstrado maior interesse pela fotografia como linguagem de expressão – apesar de garantirem que consomem mais vídeos nas redes sociais do que fotos. 

“O que eu mais gostei foi poder aprender mais sobre algumas técnicas de comunicação, refletir sobre a cidade e praticar a fotografia”, contou um dos participantes. “Gostei bastante de retratar o que é o território pra mim”, escreveu outro. “Eu gostei da experiência, de filmar a cidade e saber um pouco mais da história”, completou mais um. 

A oficina integrou as ações da FlipZona e reafirma o compromisso do Educativo Flip em fortalecer o protagonismo jovem, promovendo espaços de escuta, criação coletiva e construção de narrativas próprias sobre a cidade.

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