No dia 21 de março de 2026, o Educativo Flip realizou o primeiro de dois encontros formativos que têm como tema a “Curadoria de acervos e mediação de leitura para as infâncias”, reunindo 13 educadoras de referência de Paraty no Memorial do Paço.

Voltado a professoras, mediadoras de leitura e agentes da educação básica, o encontro  propôs uma construção colaborativa da curadoria da Flipinha, articulando reflexão teórica, prática de mediação e escuta das infâncias. A iniciativa parte do entendimento da literatura como uma experiência estética, afetiva e territorial, que atravessa tanto a infância quanto o fazer pedagógico.

O primeiro encontro teve como eixo a memória leitora das participantes, convidadas a compartilhar livros que marcaram suas trajetórias pessoais e profissionais. A partir dessa escuta coletiva, foram discutidas as relações entre literatura, formação de leitores e práticas educativas.

Também foram apresentados os critérios curatoriais que orientam a seleção de obras para a Flipinha, como qualidade literária e estética, diversidade de vozes e conexão com o território. Ao longo do encontro, as educadoras tiveram contato com títulos indicados para a curadoria de 2026 e refletiram sobre diferentes metodologias de mediação de leitura.

A formação foi marcada pela troca de experiências entre as participantes, que compartilharam práticas desenvolvidas em sala de aula, realizaram leituras e participaram de uma dinâmica de circulação de livros. O espaço de diálogo reforçou a importância da escuta, da autoria compartilhada e do fortalecimento dos vínculos entre escola, literatura e território.

“Esse encontro é muito especial dentro do processo da Flipinha, porque é quando a gente escuta quem está diariamente formando leitoras e leitores no território. A troca com as educadoras amplia nosso olhar e fortalece uma curadoria que nasce do encontro e da experiência”, afirma Luis Filipe Pôrto, gestor de conteúdo e curadoria do Educativo Flip, que conduzirá os dois encontros ao lado da coordenadora pedagógica Helô Pacheco.

Como desdobramento, as educadoras foram convidadas a desenvolver, a partir das obras apresentadas, experiências de mediação com as crianças em seus contextos de atuação. Essas práticas serão retomadas no próximo encontro formativo, marcado para abril, ampliando o processo coletivo de construção da curadoria da Flipinha 2026.

Estes encontros  integram as ações do Educativo Flip voltadas ao fortalecimento das redes de educação e leitura em Paraty, reconhecendo educadoras e crianças como co-autoras dos processos curatoriais da Festa.

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