Num país em que a literatura tantas vezes reivindicou para si um papel cívico de interpretação do caráter nacional, às vezes passa despercebida uma outra tradição igualmente fecunda, mas interessada sobretudo em ironizar consensos e costumes por meio de uma forte verve satírica. O texto poético tem sido um espaço privilegiado desse tipo de escrita marcada pela invenção verbal e gráfica. Dois dos grandes satiristas brasileiros das últimas décadas, Zuca Sardan e Nicolas Behr, se encontram nesta mesa para falar sobre os seus, e nossos, maus hábitos.
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