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Festa Literária
Internacional de Paraty
2010
de 4 de agosto, quarta-feira
até domingo, 8 de agosto
Mesa Zé Kleber

Paraty: passando o futuro a limpo

O desafio está posto às cidades brasileiras do século 21: como planejar e controlar o território municipal conjugando potenciais e limites do meio físico, social, cultural, político e econômico a favor de um desenvolvimento urbano sustentável? Criatividade! É a criatividade, construída através do debate plural das idéias de cidadãos e do governo, a responsável pelo sucesso das políticas públicas municipais. Trazendo este desafio para Paraty, a mesa Zé Kleber deste ano vai abordar o tema cidade criativa, aquela que pode passar seu futuro a limpo, projetar a si mesma no tempo, colocar-se com clareza na imaginação de seus habitantes e governantes.

Três pensadores da cidade criativa, cada qual atuante destacado da sua área, foram convidados para compor a mesa. Economista, doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e consultora da ONU, Ana Carla Fonseca Reis vai apresentar um estudo feito por pesquisadores de treze países, do qual também participou. Os resultados apontam para três pontos comuns às cidades ditas criativas: inovações, conexões (periferia/centro, público/privado, passado/futuro e etc.) e cultura. E, a partir daí, discutirá como esses três pontos se desenvolvem em Paraty e como a cultura pode ou não catalisar um processo de transformação.

Por sua vez o arquiteto e urbanista Victor Zveibil, PHD em Políticas Públicas, trará ao debate a sua experiência como ex -secretário de Obras e Serviços Públicos de Paraty, além das idéias que vem desenvolvendo como coordenador de programas de assistência técnica e capacitação nas áreas de gestão ambiental urbana e saneamento ambiental. Para ele, é importante abordar a questão do Plano Diretor como parte de uma reflexão sobre o uso dos espaços e formas de produção de cultura, colocando, na mesma equação, tradição e inovação, preservação e desenvolvimento.

Fechando a mesa, o músico e ativista cultural Luis Perequê, nascido e criado na zona rural do município de Paraty, deve colocar em discussão a descaracterização da identidade cultural da cidade por parte do setor turístico, cujo planejamento desconsideraria a sustentabilidade. Perequê, conhecido artista local e batalhador por melhorias em Paraty, é a favor de maior interação entre poder público, setor turístico e setor cultural, como forma de tornar relevante e frutífero esse momento decisivo na cidade.

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