autor convidado

Leia um trecho de “Também os brancos sabem dançar”

“Ninguém me pediu para virar missionário e enfrentar o mundo, como um Élder, a espalhar o evangelho do kuduro”, afirma Kalaf Epalanga em Também os brancos sabem dançar (Todavia, 2018). No romance musical que mistura autobiografia e ficção, o autor convidado da Flip 2019 entrelaça suas memórias pessoais com as histórias do kuduro e da kizomba – dois gêneros musicais e danças africanas. É por meio do relato de suas próprias vivências como um angolano em terras europeias que o escritor conduz a narrativa. O livro começa com um episódio real: Epalanga detido na fronteira entre a Suécia e a Noruega a caminho de um festival de música em que se apresentaria com sua banda Buraka Som Sistema.


Em paralelo, indo e voltando no tempo, ele narra o nascimento do kuduro. Foi a dança desengonçada de Jean-Claude Van Damme em uma cena do filme Kickboxer, “movendo o corpo sem mexer o quadril, que parecia preso – ou duro”, que inspirou o músico Tony Amado a compor a canção “Amba kuduro”, que deu início a um dos ritmos mais populares de Angola.


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