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Leia trecho de "Memórias de porco-espinho"

Os animais são tão inteligentes quanto os humanos nos contos africanos que o franco-congolês Alain Mabanckou ouvia quando criança. Por isso, em Memórias de porco-espinho (Malê, 2017), o autor convidado da Flip 2018, que acontece de 25 a 29 de julho, inspirou-se em uma lenda na qual todo ser humano possui um duplo animal – benigno ou maligno, como é o caso do seu protagonista. Na obra, que ganhou o prêmio Renaudot, um dos mais importantes da França, o narrador é um porco-espinho assassino e, ao mesmo tempo, existencialista. A sua crise começa no instante em que seu alter ego humano, o jovem Kibandi, morre e ele, o lado animal, ao contrário do que deveria acontecer, continua vivo.

 

A única pontuação do livro é a vírgula. Mabanckou escreve como se estivessem falando para representar a tradição oral das línguas do Congo. As memórias do personagem são contadas a uma árvore – o gigantesco Baobá – e evidenciam preconceitos da espécie humana e a busca por uma verdadeira identidade.


Leia um trecho aqui.

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Alain Mabanckou participa da Flip 2018

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