Flip+

Exposições trazem juventude de Hilda Hilst e retratos de refugiados

Na 16ª Flip - Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece de 25 a 29 de julho, em Paraty, a Praça Aberta, no Areal do Pontal, será o espaço cênico de duas mostras: O fotógrafo do futuro, de Fernando Lemos, e Pessoas em Movimento, sobre os refugiados contemporâneos. Desde 2017, o espaço é ocupado por parceiros da Festa Literária e coletivos do município e de outras localidades, tornando-se ponto de encontro entre diferentes formas de linguagem e expressão.


Na Casa da Cultura, será realizada a mostra A Língua Portuguesa em Nós, realizada pelo Museu da Língua Portuguesa. A Casa Sesi Editora – SP trará, por sua vez, a mostra Editora Corrupio e Pierre Verger, com obras do fotógrafo francês cujo acervo inspirou a criação da editora.


Hilda pelas lentes de Fernando Lemos

O fotógrafo do futuro consiste no primeiro ensaio realizado pelo poeta e fotógrafo português Fernando Lemos após sua chegada ao Brasil. Em 1959, Hilda Hilst e o fotógrafo se conheceram em São Paulo – ela com 29 anos, ele com 33. Quando ela ainda não era a escritora consagrada que viria a ser, ele anteviu sua carreira como poeta e dramaturga. A exposição, composta por 16 fotografias, é o maior conjunto de fotos de Hilda Hilst nesse período, auge de sua juventude. As imagens foram raramente expostas em sua totalidade e pouco conhecidas mesmo por especialistas.


Retratos de refugiados

Pessoas em Movimento, que possui apoio da organização Médicos Sem Fronteiras, é um labirinto cujos caminhos ilustram as dificuldades extremas enfrentadas por milhões de refugiados, deslocados internos e solicitantes de asilo no mundo. Estímulos visuais, auditivos e táteis são produzidos por textos, fotos, vídeos, óculos de realidade virtual, sons que marcam os caminhos perigosos percorridos por quem é forçado a se deslocar, além de obstáculos e objetos que reproduzem os contextos abordados.


O português na formação do Brasil

O Museu da Língua Portuguesa, em reconstrução em São Paulo, estará no Salão Nobre da Casa da Cultura de Paraty pelo segundo ano consecutivo, com ações educativas e culturais. A exposição A Língua Portuguesa em Nós apresenta nosso idioma no mundo e seu papel na formação cultural brasileira. Os visitantes serão convidados a registrar sua fala e seus sotaques, que farão parte do acervo do Museu. Em parceria com o Itamaraty, a mostra acontece também em Cabo Verde, Angola e Moçambique.


O acervo de Pierre Verger

Na Casa SESI-SP Editora, a história da editora Corrupio é contada na mostra Editora Corrupio e Pierre Verger. Quando fazia doutorado em Paris, Arlete Soares acabou por conhecer Pierre Verger depois de ler sua obra e se sentiu no compromisso de recuperar seus negativos guardados e traduzir seus livros para o português. Foi assim que ela montou a Corrupio, hoje dirigida também por Rina Ângulo, e que, na virada da década de 1970 para a de 1980, passou a publicar uma série de livros de Verger.


Quem faz a Flip

A programação da Flip é realizada por meio da lei de incentivo à cultura do Ministério da Cultura do Governo Federal e conta com patrocínio oficial do Itaú, co-patrocínio do BNDES e da EDP e apoio da Três Corações, por meio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. A edição 2018 está em fase final de captação. 

share
Logo da Casa Azul