autora homenageada

Confira as mesas sobre Hilda Hilst na Flip 2018

Na quarta-feira, 25 de julho, duas artistas geniais da mesma geração de Hilda Hilst se juntam para celebrar a arte mais transgressora na Sessão de Abertura. A música de Jocy de Oliveira, pioneira de vanguarda hoje dedicada à ópera multimídia, vai criar a atmosfera para as leituras da obra da Autora Homenageada feitas por uma das maiores atrizes do país, Fernanda Montenegro.


“Performance sonora”, a primeira mesa da quinta- feira, 26, abre os trabalhos com a voz, a escuta e as divagações literárias e existenciais de Hilda Hilst, registradas em fitas magnéticas na década de 1970. Essas serão apresentadas pela cineasta Gabriela Greeb, que dirigiu o filme Hilda Hilst pede contato, e o sound designer português Vasco Pimentel.


Na noite de sexta-feira, 27, a obra de Hilda Hilst em poesia e prosa será comentada tanto em sua dimensão corpórea quanto mística na mesa “A santa e a serpente”, sob comando de Eliane Robert Moraes, ensaísta que atua na fronteira entre a literatura e a filosofia, enquanto serão feitas leituras pela atriz Iara Jamra, que encarnou a personagem mais famosa da escritora – Lori Lamby.


Três apresentações com temas de Hilda Hilst fazem parte do programa: na quinta, 26, “Da partida”, com Bell Puã; na sexta, 27, “Do desejo”, com Ricardo Domeneck; no sábado, 28,“Cantares do sem-nome”, com Reuben da Rocha.


Outras mesas estão diretamente relacionadas a Hilda Hilst, ainda que sua vida e obra não sejam o assunto principal desses encontros. Em “Barco com asas”, na quinta, 26, a tradição lírica portuguesa é o fio condutor da conversa entre a portuguesa Maria Teresa Horta –participação em vídeo – e as brasileiras Júlia de Carvalho Hansen e Laura Erber.


“Poeta na torre de capim”, na sexta, 27, trata da falta de leitores e do silêncio da crítica, como reclamava Hilda Hilst: para esse debate, encontram-se Ligia Fonseca Ferreira, a grande especialista no poeta negro Luiz Gama, e Ricardo Domeneck, um poeta e editor atento a nomes ainda fora do cânone, como Hilda Machado, que morreu inédita em livro.


No sábado, 28, a mesa “Obscena, de tão lúcida” reúne a romancista portuguesa nascida em Moçambique Isabela Figueiredo, que tratou de temas como o  racismo e a gordofobia, e Juliano Garcia Pessanha, narrador de gênero híbrido e filosófico, para discutir a escrita de si, os diários e as memórias, o corpo e o desnudamento.


“O escritor e seus múltiplos” é a sessão de encerramento, no domingo, 29. A atriz Iara Jamra, o fotógrafo e curador Eder Chiodetto e o compositor Zeca Baleiro – que fizeram obras baseadas em Hilda Hilst – relembram os encontros com a autora, o processo de criação e as marcas que a experiência deixou em suas trajetórias.

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