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Sjón

Sjón participa da Flip 2017

Em meados do século 20, Jorge Luis Borges estabeleceu um ponto de contato entre a escola surrealista latino-americana e a literatura clássica escandinava com diversos ensaios em que abordava as kenningar, uma figura de linguagem própria dos antigos poetas islandeses. O poeta, novelista e compositor Sigurjón Birgir Sigurdsson, ou simplesmente Sjón, busca, em sua obra, assimilar ambas as referências – entre outras, é claro – para construir sua própria literatura, transitando pelo histórico e pelo fantástico.

O autor é presença confirmada na Flip 2017, que acontece entre os dias 26 e 30 de julho, em Paraty. Lá, ele lançará seu segundo livro no Brasil, o inédito Pela boca da baleia (Tusquets/Planeta), traduzido por Luciano Dutra.


O autor


Sjón nasceu em Reikjavik, Islândia, em 1962. Em 1978, lançou seu primeiro livro de poesias, Sýnir (Visions, na versão em inglês). Foi ativo na cena musical islandesa durante toda a década de oitenta, tendo feito diversas parcerias com a cantora Björk. Com o pseudônimo Johnny Triumph, colaborou como guitarrista convidado da banda The Sugarcubes. Em 2001, foi indicado ao Oscar pelas músicas que compôs para a trilha sonora do filme Dançando no escuro (2000), de Lars von Trier.


É autor de diversos livros, entre romances, poemas e teatro, publicados em mais de trinta idiomas. Estreou no Brasil em 2014, com A raposa sombria (Hedra). Em Pela boca da baleia, romance ambientado no século 16, Sjón mistura a pesquisa sobre passagens históricas com interpretações fantásticas da época sobre o mundo para construir uma narrativa complexa e multifacetada.


"Sjón é considerado hoje o grande narrador dos países nórdicos. É uma obra que tem influência da mitologia nórdica – que também tem suas sereias – e do surrealismo, é também uma obra que guarda muitos pontos de contato com a literatura latino-americana. É um autor que nos faz pensar nas narrativas que viajam no espaço e no tempo. A sua formação musical é outro dado que nos desperta curiosidade", afirma Joselia Aguiar, curadora da Flip 2017.

 

 

Flip 2017


A 15ª edição da Flip, com curadoria de Joselia Aguiar, homenageia Lima Barreto e já tem confirmados os nomes de Marlon James, Diamela Eltit, Scholastique Mukasonga, Lázaro Ramos, Lilia Schwarcz, Felipe Hirsch, Frederico Lourenço, Conceição Evaristo, Djaimilia Pereira de Almeida, Luaty Beirão e Deborah Levy.

 

 

Patronos 2017


O Programa de Patronos é um plano de mecenato voltado a pessoas físicas que apoiam a realização da Festa Literária Internacional de Paraty.

 

Além de contribuir para a viabilização dos 5 dias de evento, o patrono fomenta as ações educativas de permanência promovidas pela Flip no território.

 

Os benefícios incluem ingressos para a Programação Principal da Flip, convites para o coquetel de boas-vindas com a participação dos autores, e encontros com a curadora e com o diretor-executivo da Casa Azul, entre outras atividades.

 

Mais informações pelo e-mailpatronos@casaazul.org.br.

 

Quem faz a Flip

A Casa Azul é uma organização da sociedade civil de interesse público e sem fins lucrativos que desenvolve projetos nas áreas de arquitetura, urbanismo, educação e cultura. Há mais de vinte anos, desenvolve ações capazes de potencializar transformações no território, a exemplo da Flip. Em Paraty, onde a associação se originou, esse processo levou à realização de ações de permanência, como a Biblioteca   e o Museu do Território de Paraty, que seguem em funcionamento durante todo o ano.

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