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"Livro de cabeceira" reúne os autores participantes da Flip

Encerrando a 15a Festa Literária Internacional de Paraty, a já estabelecida Mesa de Cabeceira reuniu autores que participaram de conversas no decorrer da semana, apresentados pela presidente da Flip, Liz Calder. Alberto Mussi, Ana Miranda, Djaimilia Pereira de Almeida, Patrick Deville, Paul Beatty, Scholastique Mukasonga e William Finnegan. Os escritores são convidados a fazer leitura de seus livros favoritos.


Alberto abriu a sessão, dada em ordem alfabética, e fez uma introdução à obra que escolheu: “É um dos livros mais importantes da literatura brasileira, escrita por um indígena mestiço, em tupi guarani”. Relembrou que o Brasil possui mais de 200 línguas indígenas não inseridas na cultura nacional. Leu então um extrato de A lenda de Jurupari, de Ermanno Stradelli e Maximiano José Roberto.


Ana Miranda escolheu ler jovens autores de sua terra natal, o Ceará, e fez reverberar no Auditório as vozes de Tercia Montenegro, em extrato de Turismo para Cegos; Jayson Viana Aguiar, autor de vermelho do céu; e Pedro Salgueiro, por meio de trecho de Limites.


O capítulo “Um coração simples”de Três contos, do francês Gustave Flaubert, foi lido por Djaimilia Pereira de Almeida. “Ando sempre com este livro. Acho um prodígio absoluto que, em quarenta páginas, se possa viver a vida inteira de uma mulher.”

Patrick Deville leu as duas primeiras páginas de Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust. Na sequência, Paul Beatty fez a leitura do início de O homem que era quinta-feira, de GK Chesterton. Scholastique Mukasonga escolheu Olivier, de Jérôme Garcin, enquanto William Finnegan recitou versos de dois poetas, Wallace Stevens e Hart Crane, de Treze maneiras de olhar para um merlo e Viagem I e II, respectivamente. Chamada em inglês de “Desert Island Books” [Livros para ilhas desertas, em tradução livre], o título chamou atenção de William: “Tive que rir quando vi o tema desta sessão, porque, de forma inexplicável, passei grande parte da minha vida em ilhas desertas, esperando por uma boa onda para surfar. Estar sem livro enquanto você espera é terrível. Então tive muito tempo para pensar qual livro gostaria de ter comigo”, dividiu com a plateia.

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