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Lima Barreto já está disponível em 15 idiomas, segundo levantamento feito por Denise Bottmann

A historiadora e tradutora Denise Bottmann fez um levantamento de traduções de Lima Barreto pelo mundo -- pela quantidade de títulos vertidos recentemente para outros idiomas, já se pode dizer que é cada vez mais um autor do século 21. A lista é composta por 49 publicações em 15 idiomas. A maior parte está em espanhol (26%),  inglês (18%) e francês (16%). Neste ano, o autor estará disponível no 16º idioma com a tradução de Luciano Dutra para o islândes do conto O homem que sabia javanês, um dos mais traduzidos do autor, junto do romance Triste fim de Policarpo Quaresma.


Sobre as traduções


A maior parte da obra traduzida de Lima Barreto está disponível em coletâneas.

O idioma inglês apresenta a peculiaridade de contar, entre suas nove publicações, com nada menos que cinco traduções diferentes de Triste fim de Policarpo Quaresma. Repetição similar ocorre no alemão: com apenas cinco publicações – e quatro delas sendo antologias com vários autores –, há nada menos que três traduções diferentes de O homem que sabia javanês. E mesmo em espanhol, idioma que conta com maior número de publicações de Lima Barreto (13), cinco das seis antologias de vários autores trazem sempre esse mesmo conto, ainda que em traduções diferentes. Note-se também que três línguas entre 15 respondem por 30 lançamentos no total de 49.  Ou seja, em síntese, vemos no conjunto das traduções uma alta concentração de poucas obras e em poucas línguas.

 

Nesse contexto, destaca-se a divulgação de Lima Barreto na França. 

Entre os idiomas com maior número de publicações, o espanhol distribui-se entre vários países - Argentina, Uruguai, Venezuela, Peru, Espanha -, assim como o inglês, que se distribui entre Inglaterra, EUA e Brasil. Somente as publicações em francês se concentram mesmo na França. 

O francês é também o idioma em que a obra do Autor Homenageado da Flip 2017 foi traduzida com maior variedade de títulos e de maneira mais sistemática. Monique Le Moing, a tradutora e responsável pela seleção e organização dos volumes quando são de contos, está presente em sete das oito publicações francesas, entre 1989 e 2012.

 

Outro aspecto que merece atenção é a distribuição das publicações ao longo do tempo. Tomando como marco inicial o ano de 1946, na Argentina, em que se têm dois lançamentos de duas antologias diferentes de vários autores, e chegando a 2017, com o recente lançamento de mais um Policarpo Quaresma (agora em catalão), vemos que, das 49 publicações, 24 foram lançadas no século XX, ao longo de 54 anos, e 25 saíram no século XXI, ao longo de 17 anos.


Confira a lista completa:

 

1. Alemão

 

Lateinamerika erzählt. Org. Albert Theile. Contém “Der Mann, der Javanisch konnte” [O homem que sabia javanês]. Frankfurt am-Main: Fischer, 1962.

 

Brasilien erzählt. Org. Inês Koebel. Contém “Neu-Kalifornien” [A nova Califórnia]. Frankfurt am-Main: Fischer, 1994.

 

Das Traurige Ende des Policarpo Quaresma. Tradução Berthold Zilly. Zurique: Amman, 2001.

 

Der blaue Affe und andere brasilianische Erzählungen. De Lima Barreto contém, entre outros contos, “Der pan-planetarische Kongress” [Congresso panplanetário”] e “Der Mann, der Javanisch konnte”. Tradução Ulrike Jürgens. Viena: Sonderzahl-Verlag, 2013.

 

Brasilien erzählt. Contém “Der Mann, der Javanisch konnte”. Coleção Fischer TaschenBibliothek. Fischer-Verlage, 2013.

 

2. Catalão

 

El trist final d’en Policarpo Quaresma. Tradução Josep Domènech Ponsatí. Martorell: Adesiara, 2017.

 

3. Chinês

 

会爪哇语的人 [Huì zhǎowāyǔ de rén: O homem que sabia javanês]. Tradução do grupo de mestrado em Estudos de Tradução, coord. Raquel Abi-Sâmara. Macau: Universidade de Macau/ Consulado do Brasil, MRE, 2012.

 

4. Espanhol

 

Primera antología de cuentos brasileños. Sel. Braulio Sánchez Sáez. Contém “El hombre que sabía javanés”. Colección Austral, 596. Buenos Aires: Espasa-Calpe, 1946. 

 

Pequeña antologia de cuentos brasileños. Sel. Marques Rebelo. Contém “El hombre que sabía javanés”. Tradução Raúl Navarro. Colección Mar Dulce. Buenos Aires: Nova, 1946.

 

Los mejores cuentos americanos. Sel. Aníbal Quijano. Contém “El hombre que sabía javanés”. Coleção Malicha. Lima: Juan Mejía Baca & P.L. Villanueva, [1955].

 

Dos Novelas: Recuerdos del escribiente Isaías Caminha - El Triste Fin de Policarpo Quaresma. Tradução Haydée M. Jofre Barroso. Caracas: Biblioteca Ayacucho, 1978.

 

Cuentos brasileños del siglo XX: antología bilíngue. Contém “El hombre que sabía javanés”. Tradução Manuel Graña Etcheverry. Buenos Aires: Colihue, 1996.

 

Antologia de cuentos brasileños. Sel. e tradução José Luis Sánchez. Contém “El hombre que sabía javanés”. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2004.

 

Vereda tropical: antologia del cuento brasileño. Sel. Maria Antonieta Pereira. Contém “La nueva California”. Buenos Aires: Corregidor, 2005.

 

Recuerdos del escribano Isaías Caminha. Tradução Javier Díaz Noci. Bilbao: Universidad del País Vasco, Servicio Editorial, 2007.

 

Los bruzundangas: una sátira politica. Tradução Ezequiell Bajder. Buenos Aires: Vestales, 2008.

 

La nueva California y otros cuentos. Tradução Pablo Roca. Montevidéu: Banda Oriental, 2008.

 

El triste fin de Policarpo Quaresma. Buenos Aires: Mardulce, 2012.

 

El cementerio de los vivos. Tradução Victor David López e Aline Pereira da Encarnação. Madri: Ediciones Ambulantes, 2014.

 

Los Bruzundangas. Tradução Juan Bautista Rodríguez Aguilar. Pozuelo de Alarcón: Rapsoda, 2016.

 

5. Esperanto

 

La Homo, kiu scipovis la javan lingvon [O homem que sabia javanês]. Tradução Paulo Sergio Viana. Lorena: Lorena Esperanto-klubo, 2009. 

 

6. Francês

 

Fleur, téléphone et jeune fille et autres contes brésiliens. Contém “Son excellence”. Tradução Catherine Orfila. Edição bilíngue. Paris: l’Alphée, 1980.

 

Souvenirs d'un Gratte-Papier [Recordações do escrivão Isaías Caminha]. Tradução Monique Le Moing e Marie-Pierre Mazeas. Coleção L’Autre Amérique. Paris: L'Harmattan, 1989.

 

Sous la Banniere Etoilèe dela Croix du Sud [O triste fim de Policarpo Quaresma]. Tradução Monique Le Moing e Marie-Pierre Mazeas. Coleção L’Autre Amérique. Paris: L'Harmattan, 1992.

 

Vie et Mort de Gonzaga de Sá. Tradução Monique Le Moing e Marie-Pierre Mazeas. Coleção L’Autre Amérique. Paris: L'Harmattan, 1994.

 

Un Amer Tourment et Trois Autres Contes. Tradução Monique Le Moing. Coleção Pour une Fontaine de Feu. Cherves: Rafael de Surtis, 1998.

 

Le Fils de Gabriela et Deux Autres Contes. Tradução Monique Le Moing. Coleção Pour une Fontaine de Feu. Cherves: Rafael de Surtis, 1998.

 

La Nouvelle Californie et Trois Autres Contes. Tradução Monique Le Moing. Coleção Pour une Fontaine de Feu. Cherves: Rafael de Surtis, 1999.

 

L’Homme qui parlait javanais et autres nouvelles. Contém: “L’homme qui parlait javanais”; “Livia”; “Son excellence”; “Adélia”; “Mon carnaval”; “Cló”. Tradução Monique Le Moing. Edição bilíngue. Paris: Éditions Chandeigne, 2012.

 

7. Grego

 

H νεα Καλιφορνια [A nova Califórnia]. Tradução Kriton Heliópoulos. Atenas: Οι Ekdoseis tōn sunadélphōn [2014].

 

8. Inglês

 

The Borzoi Anthology of Latin American Literature. Org. Emir Rodríguez Monegal e Thomas Colchie. Contém “The sad end of Policarpo Quaresma”. Tradução Gregory Rabassa. Nova York: Knopf, 1977.

 

The Patriot [Triste fim de Policarpo Quaresma]. Tradução Robert Scott Buccleuch.

Londres: Collings, 1978.

 

Lima Barreto, bibliography and translations. Org. Maria Luísa Nunes. Contém “Clara dos Anjos”, tradução Earl E. Fitz; e “Life and Death of M.J. Gonzaga de Sá”, tradução Rosa Veloso Dwyer e John P. Dwyer. Boston: G. K. Hall, 1979.

 

The Oxford Book of Latin American short stories. Org. Roberto Gonzalez Echevarria. Contém “The man who knew Javanese”. Tradução Gregory Rabassa. Nova York: Oxford University Press, 1999.


Oxford Anthology of the Brazilian Short Story. Org. K. DavidJackson. Contém “The man who knew Javanese”. Tradução Clifford E. Landers.Oxford: Oxford University Press, 2006.


The sad end of Policarpo Quaresma. Tradução Mark Carlyon. Coleção River of January. Edição bilíngue. Rio de Janeiro: Cidade Viva, 2011. [Reed. Londres: Penguin, 2014.]

 

The tragic death of Policarpo Quaresma. Tradução Luciano Beck. IBooksFromBrazil, e-book, 2012.

 

Tales from Old Brazil, vol. 1. Contém “The library”; “The man who spoke Javanese”; “Late bet”; “Good idea”; “Burials at Inhaúma”. Sel. e tradução Francis K. Johnson. Coleção Brazilian Classics. Kindle edition, 2013.

 

The decline and fall of Policarpo Quaresma. Tradução Francis K. Johnson. Coleção Brazilian Classics. Kindle edition, 2014.

 

9. Italiano

 

Policarpo Quaresima. Tradução Ombretta Borgia e Sergio Magaldi. Roma: Pericle Tangerine, 2004.

 

Il cimitero dei vivi. Tradução S. Marianecci. Roma: Azimut, 2007.

 

Nella terra di Bruzundanga. Cronache dal Brasile. Coleção Gli eccentrici. Salerno: Arcoiris, 2013.

 

Clara dos Anjos. Tradução R. Santini e F. Gurgone. Coleção Al Buon Corsiero. Milão: Diabasis, 2013.

 

10. Japonês

 

Brasirú bungaku tainhen chú [Antologia do conto brasileiro]. Contém: Java gowo shaberú otoko [O homem que sabia javanês]. Tradução Hirokawa Kazuko. Tóquio: Shinshe Kaisha, 1977.

 

11. Polonês

 

Smutny konied Polikarpa Quaresmy [Triste fim de Policarpo Quaresma]. Tradução Janina Zofia Klave. Cracóvia: Wydawnictwo Literackie, 1984.

 

12. Romeno

 

Tristul sfîrşit al lui Policarpo Quaresma [Triste fim de Policarpo Quaresma]. Tradução Alexandru Lincu. Bucareste: Sturion, 1991.

 

13. Russo

 

Записки Архивариуса [Recordações do escrivão Isaías Caminha]. Moscou: Художественная литература [Literatura de Ficção], 1965.

 

Зщдшсфкзщ Йгфкуыьф [Triste fim de Policarpo Quaresma). Moscou: Symposim, 2017.


14. Sueco


Den blodiga midsommarnatten och andra berättelser från Latinamerika. Contém “Ett Nytt Kalifornien” [A nova Califórnia]. Tradução Arne Lundgren. Estocolmo: Fabian, 1988.

 

15. Tcheco

 

Smutný konec snazivého Policarpa [Triste fim de Policarpo Quaresma]. Tradução Jarmila Vojtísková. Praga: Odeon, 1974.

16. Islândes (a ser lançado)

Maðurinn sem kunni javísku [O homem que sabia javanês]. Tradução: Luciano Dutra. Islândia, 2017

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