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Conceição Evaristo

Conceição Evaristo confirmada na Flip 2017

A vida de Conceição Evaristo nunca mais foi a mesma depois que ela leu pela primeira vez o livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus. Tendo crescido em um mundo onde as mulheres de sua família eram faxineiras, cozinheiras e babás, descobriu na literatura de uma mulher que, assim como ela, era negra e pobre, um meio para exprimir o seu próprio sentimento e reflexão sobre aquela existência.


A autora participa da Flip 2017, que acontece entre os dias 26 e 30 de julho, em Paraty, e terá toda sua obra relançada. Ponciá Vicêncio (2003) e Becos da memória (2006), seus dois primeiros romances que se encontravam esgotados, estão sendo reeditados pela Pallas. Insubmissas lágrimas de mulheres (contos, 2011) e Poemas da recordação e outros movimentos (2008) ganham novas edições pela Malê – que lançou também Histórias de leves enganos e parecenças (2016).


A escritora também é o tema da exposição Ocupação Conceição Evaristo, apresentada pelo Itaú Cultural, em São Paulo, que fica aberta ao público até o dia 18 de junho.


A autora


Nascida em 1946, segunda de nove filhos, criados todos na favela do Pendura Saia — ironicamente debruçada sobre uma avenida na zona nobre de Belo Horizonte —, tomou o gosto pelo contar de histórias ainda criança, dentro de sua família, pela tradição oral africana. Até a conclusão do curso normal, para tornar-se professora primária, conciliou os estudos com o trabalho como empregada doméstica, entre outras ocupações.


Mudou-se para o Rio de Janeiro para prestar concurso e enfim poder exercer a profissão. Na capital fluminense, graduou-se em letras pela UFRJ, época em que teve particular contato com a literatura de autoras e autores negros. Lá, conheceu o grupo Quilombhoje, em cuja série literária, Cadernos Negros, publicou seus primeiros poemas. Graduou-se mestra em literatura brasileira pela PUC-Rio e doutora em literatura comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), e é hoje professora visitante na UFMG.


Patronos 2017


O Programa de Patronos é um plano de mecenato voltado a pessoas físicas que apoiam a realização da Festa Literária Internacional de Paraty. Além de contribuir para a viabilização dos 5 dias de evento, o patrono fomenta as ações educativas de permanência promovidas pela Flip no território. 


Os benefícios incluem ingressos para a Programação Principal da Flip, convites para o coquetel de boas-vindas com a participação dos autores, e encontros com a curadora, Joselia Aguiar, e com o diretor-geral da Flip, Mauro Munhoz.


Mais informações pelo e-mail patronos@casaazul.org.br.

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