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A hipótese humana

Alberto Mussa revisita mitologias do Rio de Janeiro em "A hipótese humana"

Se Lima Barreto, Autor Homenageado da Flip 2017, viveu e escreveu o Rio de Janeiro que existia e pulsava distante do centro no início da história republicana brasileira, pode-se dizer que Alberto Mussa, através de romances que combinam pesquisa historiográfica, fabulação e suspense, busca revisitar esses lugares menos evidentes – mas não menos importantes – ao longo de quatro séculos de narrativas sobre a capital fluminense.


Em A hipótese humana (Record), quarto romance do “Compêndio Mítico do Rio de Janeiro”, Mussa mergulha nas esquinas escuras de um Rio de Janeiro imperial, escravocrata, um Rio de Janeiro de território fraturado por disputas entre nações rivais e de uma rica geografia humana negligenciada pelas narrativas tradicionais.


No ano de 1854, um misterioso assassinato acaba conduzindo o agente da polícia secreta encarregado de investigar o caso pelas ruelas, armazéns,senzalas, alcovas e estalagens da capital do Império, confrontando as diferentes cosmologias que compuseram – e compõem – a história da cidade e sua gente. “A hipótese humana tem como problema central a noção ameríndia de pessoa, particularmente a dos guaranis, que confronta a visão ocidental”, afirma o autor em entrevista ao blog da Record.


O livro, recém-lançado, assim como a coleção de que faz parte, também irá pautar os debates da mesa em que Alberto Mussa participará na Flip. Ao lado do islandês Sjón, Mussa irá discutir narrativas antigas, mitologias e surrealismo.


A mesa Mar de histórias, que reunirá os dois autores, acontece no sábado (29), às 17h15, no Auditório da Matriz.

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