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terceiro dia

Resumo da sexta-feira: cultura brasileira, memória e humor na Flip

Dois estrangeiros dedicados a refletir sobre a civilização nos trópicos abriram a sexta-feira (1/7) na Flip. O norte-americano Benjamin Moser e o britânico Kenneth Maxwell conversaram, em português, sobre eixos da cultura brasileira – como racismo, crises e decepções brasileiras, orgulho nacional.

 

Os cruzamentos entre realidade e ficção, além das particularidades da prosa latino-americana, vieram na sequência, no encontro entre o carioca J.P. Cuenca e a mexicana Valeria Luiselli. Os escritores participaram de uma conversa sobre os limites, com frequência tênues, entre vida e obra.

 

Como a subjetividade contemporânea se constrói a partir da constante exibição e da expectativa pelo olhar do outro? Discutindo os desafios para a educação e para a vida em sociedade na era das mídias sociais, o psicanalista Christian Dunker e a antropóloga Paula Sibilia se encontraram na mesa “O Show do eu”.

 

Um dos nomes mais aguardados da programação, o norueguês Karl Ove Knausgård paralisou a plateia da Flip no fim da tarde. Com a Tenda dos Autores lotada, sob mediação de Ángel Gurría-Quintana, o autor dissertou de modo direto, assertivo e emocionante sobre o processo de escrita da sua série de memória “Minha Luta”.

 

Três mestres do humor em língua portuguesa se encontraram em “Mixórdia de temáticas”: a paulistana Tati Bernardi, o português Ricardo Araújo Pereira e, na mediação, o carioca Gregorio Duvivier. “Descobri que era engraçada quando descobri que era feia, na escola, e me deixavam pertencer aos grupinhos mais descolados porque eu era o entretenimento”, contou Tati. “Eu não era o filho preferido dos meus pais e sempre soube disso. Mas a questão é que sou filho único”, brincou Ricardo.

 

A última mesa do dia teve a literatura erótica como eixo e reuniu a jornalista peruana Gabriela Wiener e a escritora paulistana Juliana Frank. “Uma se baseia em casos reais, a outra, em fatos surreais”, disse o mediador Daniel Benevides. Enquanto Gabriela desvenda em suas reportagens o submundo do sexo, Juliana dá voz a personagens intricadas em tramas sexuais.

 

Flipinha
A dupla Palavra Cantada e o músico Estêvão Marques lotaram a Casa da Cultura Câmara Torres, na mesa “Quando música e literatura contam histórias”, da Ciranda dos Autores.  Contação de histórias com Marina Bastos, concerto didático do Circuito BNDES Musica Brasilis, oficinas de escrita e ilustração e Rodas de Conversa marcaram a programação na Praça da Matriz.

 

FlipZona

Os jovens escritores Diego Moraes, Márcio du Coqueiral e Jéssica Oliveira participaram da mesa “Romance Periférico”, encerramento do Ciclo Páginas Anônimas, sobre novos autores brasileiros. Com mediação de Marçal Aquino, a conversa dessa sexta (1) trouxe ao debate temas como a importância da cidade na construção literária. Saiba mais!

 

FlipMais

No segundo dia de FlipMais, o ciclo Retratos do leitor e do não leitor se encerrou com as mesas “O X da questão” e “Propostas”, que debateram o perfil do leitor brasileiro e ações que poderiam estimular a leitura. Em seguida, aconteceu a exibição do documentário “Na fronteira com a Síria”, com participação da jornalista Patrícia Campos Mello, que dividiu relatos sobre o conflito sírio. O dia foi encerrado com o filme “Sabotage: maestro do Canão”, sobre a trajetória do rapper.

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