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segundo dia

Contracultura, arquitetura e narcotráfico em destaque

A obra da homenageada Ana Cristina Cesar ecoou com tônica especial na produção lírica nacional dos anos 1990. Contando com três poetas contemporâneas, a paulistana Annita Costa Malufe e as cariocas Laura Liuzzi e Marília Garcia, a mesa “A teus pés” inseriu esse espaço literário na discussão. Ao abrir a quinta-feira na Tenda dos Autores, o trio abordou o feminino na escrita e os estereótipos muitas vezes associados a ele. Lado a lado, as escritoras leram seus poemas e delinearam a importância da autora homenageada para a atual geração de autores.


Na mesa “Cidades refletidas”, foi lançado um convite para pensar a experiência urbana com os arquitetos Francesco Careri e Lúcia Leitão. A ensaísta pontuou que é preciso atuar na cidade em busca de humanidade. “Nós não habitamos porque construímos, construímos porque habitamos – acho que é Heidegger quem diz isso, é tempo de resgatarmos a ideia”, disse ela. O italiano Francesco Careri mencionou amnésias urbanas – lugares, segundo ele, apagados de nossos mapas mentais. O papel social das cidades, além do exercício da caminhada, também foi debatido na mesa.

 

Jornalistas de destaque,o brasileiro Caco Barcellos e o britânico Misha Glenny se reuniram na Tenda dos Autores para abordar o tráfico de drogas. A dupla reviveu o processo de reportagem para livros sobre o tema – respectivamente, Abusado: o dono do Morro Santa Marta e O Dono do Morro, biografia do traficante carioca Nem lançada na Flip. Sob o título“Os olhos da rua”, a mesa atravessou temas cruciais como política de combate às drogas, desigualdade social e desafios da prática jornalística nos dias de hoje.

 

Compartilhando experiências na confecção de narrativas curtas e romances, os escritores Álvaro Enrigue e Marcílio França Castro trouxeram um debate cheio de reviravoltas e toques bem-humorados à Tenda dos Autores.Juntos, refletiram sobre o exercício da escrita e comentaram suas matrizes literárias.

 

O cérebro humano sob duas perspectivas, a da neurocientista Suzana Herculano-Houzel e a do neurocirurgião Henry Marsh. Os dois dividiram em Paraty descobertas que suas práticas profissionais proporcionaram.Para Suzana, por exemplo, a grande transformação no cérebro humano aconteceu graças à preparação dos alimentos.

 

Na última mesa da quinta-feira (30) na Flip, o escritor escocês Irvine Welsh, autor de Trainspotting, obra que marcou a contracultura dos anos 1990, falou sobre como decidiu tornar-se um escritor de ficção. Ao lado do agente literário e escritor Bill Clegg, conversou sobre dependência química e mencionou de que maneira o tema serviu como matéria-prima literária.

FlipMais
A FlipMais começou com a mesa “Leituras Cruzadas”, do ciclo Retratos do leitor e não leitor, que apresentou dados de três pesquisas sobre o perfil do leitor brasileiro, apontando aumento de leitores no país, ainda que média anual seja baixa, de 4,96 livros por pessoa. Depois da conversa, houve exibição do documentário “Banksy ocupa Nova York”, dirigido por Chris Moukarbel, e do filme “Ela volta na quinta”, de André Novais de Oliveira.

 

Flipinha
Lázaro Ramos, Palavra Cantada e outros convidados da programação abriram a Ciranda dos Autores na manhã de quinta (30) na Casa da Cultura Câmara Torres. Uma extensa programação também ocupou a Praça da Matriz com shows, oficinas e Rodas de Conversa. O bate-papo “Você é o que lê”, com Gregorio Duvivier, Maria Ribeiro e Lázaro Ramos, fechou o dia.

 

FlipZona
Ainda na quinta (30), cerca de quarenta jovens participaram de uma oficina de audiovisual com Caco Barcellos e parte da equipe do Profissão Repórter. À tarde, o Ciclo Páginas Anônimas trouxe jovens poetas e cronistas para o palco da Casa de Cultura Câmara Torres. A cobertura da Central FlipZona também continua, conheça o snapchat dos jovens aqui: tvzona007.

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