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Livros de cabeceira de autores da Flip 2016

Ao dar início à tradicional mesa “Livro de cabeceira”, Liz Calder – presidente da Flip – definiu a reunião final da edição como um evento feliz e ao mesmo tempo triste. "Feliz porque ouvimos grandes escritores falando de grandes livros; triste porque é o último encontro até o próximo ano.” Sentados em semicírculo no palco da Tenda dos Autores, Arthur Japin, Helen Macdonald, J.P. Cuenca, Karl Ove Knausgård, Kate Tempest, Laura Liuzzi, Marcílio França Castro, Misha Glenny e Ricardo Araújo Pereira leram trechos dos livros que levariam como companheiros para uma ilha deserta.

 

Misha Glenny abriu a sessão com “O mestre a margarida”, de Mikhail Bulgakov. Na sequência, Laura Liuzzi trouxe uma cena erótica de O Amante de Lady Chatterly, de D.W. Lawrence, frisando que “a leitura também ativa o corpo”. Marcílio França Castro leu o poema “Elogio dos Sonhos” da polonesa Wislawa Szymborska. “Não está na minha cabeceira há muito tempo, mas já tem uml ugar cativo.”

 

Ricardo Araújo Pereira recitou dois poemas portugueses, entre eles o que definiu como sua “estratégia para enfrentar a dureza do mundo sem enlouquecer”. Tratava-se de “O lado mais cômico disto” de Dinis Machado. O outro foi “Soneto já antigo”, de Álvaro de Campos – este “poema que finge”. 

 

Kate Tempest entoou Beckett, com seu romance Murphy, frisando que levaria o autor para ilha deserta, já que com ele “a solidão vira algo glorioso”. Um extrato de Ulisses, de James Joyce, foi lido por Knausgård que, em pé, paralisou a plateia, sendo sucedido por Memórias do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto, escolhido por J.P. Cuenca em uma campanha para que o autor seja o homenageado da próxima Flip.

 

Arthur Japin escolheu Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar, livro que lhe apontou caminhos para escrever sobre figuras históricas. “Levaria para ilha deserta e ele continuaria me ensinando como escrever, como viver e como morrer”, pontuou. Helen Macdonald encerrou o encontro lendo “A Espada na Pedra” de T.H. White. Como de costume, a Flip 2016 terminou em grande estilo, com nomes contundentes da literatura.

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