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O último dia da Flip:conflito na Síria, homenagem a Ana C. e exibição de curtas

A primeira mesa do domingo (3/7) teve participação da repórter Patrícia Campos Mello, especialista na cobertura de áreas em conflito geopolítico, e do escritor sírio Abud Said, que tornou-se famoso ao publicar fragmentos de seu cotidiano no Facebook. Logo no início, Patrícia declarou seu apreço pelo povo do país: “Sem os sírios, os jornalistas estrangeiros não são nada. São eles que entendem o lugar, a cultura, que são os tradutores”.


Na sequência, em um dos pontos culminantes da sessão de encerramento da 14ª Flip, a escritora Vilma Arêas, de olhos marejados e voz trêmula, leu um verso do poeta Cacaso: “Ana Cristina, cadê você? Estou aqui, você não vê?”. Ao fim da mesa, a pergunta foi repetida pelo curador Paulo Werneck, e respondida, em coro, pela plateia. Os dois momentos foram testemunho explícito do tom de afetividade que norteou a mesa dedicada à homenageada da festa. Durante a conversa, Alcides também relembrou que a escritora misturava prosa e verso com maestria: “Ana Cristina Cesar não tem nenhuma preocupação em seguir uma pauta determinada separando a prosa e a poesia”.


Ao dar início à tradicional mesa “Livro de cabeceira”, Liz Calder definiu a reunião final dessa edição como um evento feliz e ao mesmo tempo triste. "Feliz porque ouvimos grandes escritores falando de grandes livros; triste porque é o último encontro até o próximo ano.” Sentados em semicírculo no palco da Tenda dos Autores, Arthur Japin, Helen Macdonald, J.P. Cuenca, Karl Ove Knausgård, Kate Tempest, Laura Liuzzi, Marcílio França Castro, Misha Glenny e Ricardo Araújo Pereira leram trechos dos livros que levariam como companheiros para uma ilha deserta. A Flip terminou, assim, combinando literatura à celebração coletiva.


Flipinha
A Ciranda dos Autores chegou ao fim, nesse domingo, com os escritores e ilustradores Guto Lacaz, Blandina & Lollo, Laura Castilhos, Selma Maria e Celso Sisto. Na Praça da Matriz, o show do Zoando Som e o musical A volta do malandro animaram o dia. A Flipinha 2016 ocupou a Praça e a Casa da Cultura Câmara Torres com uma extensa programação cultural e educativa, que começou em 28 de junho.


FlipZona
CineZona, a exibição dos curtas produzidos pela Central FlipZona durante os dias de cobertura da Flip, encerrou nesse domingo as atividades de 2016. Essa edição da Central contou com uma equipe de trinta jovens paratienses, entre 12 e 18 anos,que trabalharam para a realização de doze pautas audiovisuais. Feminismo e a importância da mulher na literatura estiveram no eixo central dos vídeos.

 

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