notícias

segunda dia

A escrita como jogo

Os procedimentos da escrita ficcional são múltiplos. Compartilhando suas experiências na confecção de narrativas curtas e romances, os escritores Álvaro Enrigue e Marcílio França Castro levaram à Tenda dos Autores um debate cheio de reviravoltas e toques bem-humorados.

 

Intitulado Histórias naturais, o novo livro de Marcílio tem entre seus personagens o datilógrafo Alex Fraga, que trabalha em um Tribunal de Justiça mas desenvolve paralelamente uma carreira como dublê de escritores em filmes – suas mãos interpretam as de Hemingway, Cortázar, Kafka e Paul Auster. “Muitas vezes, no processo de escrita, o jogo é descobrir qual é o jogo. Uma descoberta que só acontece jogando”, disse o autor.

 

Escritor mexicano vivendo no Harlem, em Nova York, Enrigue é professor da Universidade de Columbia e lança na Flip Morte súbita. A obra tem como pano de fundo Caravaggio e a Itália do século 16, e ecoa questões contemporâneas:  "É um romance escrito com muita raiva sobre o mundo em que vivemos e que funciona muito mal. O narrador, talvez o personagem mais importante do livro, está no mundo emputecido".

 

Enrigue definiu o ofício do escritor como “a melhor profissão do mundo”, apesar de todos os problemas, e esmiuçou as particularidades do romance, esse “artefato inventado por Cervantes, que tem mais de 400 anos e continua funcionando".

share
Logo da Casa Azul