homenageado

Manuel Bandeira

A sétima Flip homenageou o escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). A obra poética de Bandeira ocupa lugar indiscutível na tradição literária brasileira. Livros como A cinza das horas (1917), Carnaval (1919) e Libertinagem (1930) tornaram-se marcos da poesia brasileira – mas há tempos não são objeto de atenção do meio editorial.

Manuel Bandeira teve papel igualmente central em diversos âmbitos da cultura: foi crítico literário e de artes plásticas, professor, cronista, compositor, autor de obras infantis e tradutor de clássicos da literatura, como Shakespeare, Schiller e Proust. Ainda que tenha sido objeto de lançamentos recentes importantes, boa parte dessa produção em prosa permanece à sombra.

O tributo oferecido pela Flip teve como objetivo alterar esse cenário. Segundo Flávio Moura, a homenagem a Manuel Bandeira teve como objetivo contribuir para a revalorização da obra poética e para tornar mais conhecidas as diversas faces do escritor. Manuel de Souza Bandeira Filho nasceu em Recife, no dia 19 de abril de 1886. Publicou seu primeiro livro em 1917, A cinza das horas, e com Libertinagem (1930), passou a ser considerado um dos autores mais importantes do modernismo brasileiro.

Já estabelecido como poeta, contribuiu para a imprensa, grande e especializada, escrevendo sobre literatura, artes plásticas e música. Publicou ainda uma autobiografia literária, Itinerário de Pasárgada (1954), escreveu importantes estudos literários, preparou edições de obras de poetas e organizou antologias. O autor morreu em 1968, no Rio de Janeiro, onde viveu quase toda a vida.

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